#Riscos: e se eu investir e resgatar menos que apliquei

Esse risco é chamado de risco de mercado, em termos mais técnicos. É a oscilação do valor investido conforme varia o seu preço no mercado. Só lembrando que já falei de outros riscos em textos anteriores, como o risco de calote, que é o de perder tudo, e o risco de investir usando uma corretora. Agora é a vez do risco de oscilação.


Na renda variável, esse risco é característico e acontece muito. Pense em ações, por exemplo, todos os dias seu preço pode subir ou cair, portanto o risco de você investir e resgatar menos que aplicou é maior.

O que faz isso acontecer é a demanda pelo bem que você se tornou dono. Imagine que você comprou uma ação a um determinado preço e agora muitas pessoas estão querendo aquela ação. Vai ser natural o preço subir.

O mesmo acontece com imóveis. Se há muita procura, os preços sobem, mas se não aparecem compradores, é natural baixar o preço para atrair interessados.


Na renda fixa, que são os investimentos mais conservadores, em que você empresta dinheiro ao governo, a um banco ou a uma empresa, esse risco é menos comum, mas pode acontecer.


Acontece somente quando a taxa de rentabilidade acordada é totalmente ou parcialmente prefixada como, por exemplo, nos títulos públicos Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA.


A explicação envolve um pouco de matemática financeira, acompanhe comigo: se você compra um título com vencimento para daqui 4 anos que tem o valor-meta de R$ 1 mil para chegar na data de vencimento e você fixou em 12% ao ano a taxa quando comprou, significa que ele precisa valer R$ 635,52 hoje. Se, depois que você já comprou a esse preço, a taxa cair para 10%, por exemplo, seu investimento vai passar a valer R$ 683,01. Caso suba para 14%, por exemplo, seu investimento passará a valer R$ 592,08. Dessa forma, o valor do seu título oscila conforme varia a taxa de juros do momento, por esse motivo, prefixar taxas é mais arriscado.


Importante dizer que caso você mantenha o título até o vencimento, após todas as oscilações, ele vai remunerar exatamente a taxa acordada no início, então fique tranquilo se essa for sua intenção.


Por que tomar esse risco?

Para ter ganhos acima da média. Não faria sentido arriscar se não fosse para ganhar mais. Por isso, no longo prazo, investimentos mais arriscados tendem a valorizar mais, mas é importante saber onde investir.


Como manter esse risco dentro do que é aceitável para você

Conhecendo-se

Cada pessoa é diferente da outra. Cada um lida de um jeito com as perdas quando enxerga que seu investimento desvalorizou. Como você lida com isso? Você precisa se conhecer e o melhor jeito é se testando. Você conseguiria dormir tranquilo se souber que num dado mês, suas aplicações desvalorizaram -10%?


Tendo objetivos claros

Se você está investindo para pagar a festa de formatura do seu filho daqui 1 ano, por exemplo, não deve fazer aplicações com risco de mercado. Já imaginou chegar na data e ver que não tem o dinheiro que precisava para fazer a festa?

Agora, se você está investindo para ter um renda na velhice, daqui 20 anos, pode fazer investimentos mais arriscados porque não vai precisar do dinheiro em breve e vai ter tempo para recuperar eventuais perdas.


Diversificando

É a velha máxima “não coloque todos os ovos na mesma cesta”. Se você aposta em somente um ativo ou numa classe de ativo, caso ela não tenha a performance esperada, você terá perdido tudo. É inteligente diversificar e aplicar em ativos com correlação negativa, ou seja, quando um está subindo o outro está caindo como, por exemplo, dólar e Ibovespa, porque, no longo prazo, as perdas se anulam e você sai ganhando.


Trabalhar com riscos não deve ser uma relação de tudo ou nada, mas sim até onde é possível arriscar para que você possa atingir seus objetivos do jeito mais eficiente.


Esse texto faz parte da série #Riscos.

Veja mais nos outros posts:

#Riscos: investir pelo banco ou por uma corretora

#Riscos: e se eu tomar calote nas minhas aplicações


Mauro Amado

Cofundador da Vital

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