#Riscos: e se eu tomar calote nas minhas aplicações

Atualizado: 25 de Jun de 2019

O risco de calote é chamado de risco de crédito, em termos mais técnicos. É o risco de não devolverem o dinheiro que você investiu (emprestou). Esse risco existe, pois se o país ou a instituição na qual você investiu falir ou estiver com dificuldades financeiras, pode ser que não consiga devolver seu dinheiro. Quais as principais formas de minimizar esses riscos nos principais tipos de aplicações?



- Caderneta de Poupança e CDB: para essas aplicações, há dois modos de se proteger.

O primeiro é analisando a solidez do banco no qual você está investindo, se tem apresentado bons resultados. Uma ferramenta que ajuda bastante nessa análise é o Banco Data.

Segundo, contando com o FGC - Fundo Garantidor de Crédito, pois são aplicações que contam com essa cobertura, que funciona como um seguro.

Além da Caderneta de Poupança e dos CDBs, há também outros tipos, como LCA, LCI e LC, que se enquadram nessas mesmas garantias.


- Títulos públicos: é o investimento mais seguro que há, pois você está emprestando dinheiro para governos e, em último caso, eles têm a prerrogativa de imprimir dinheiro para te pagar.


- Debêntures: nesse caso, você está emprestando para empresas e aí o principal modo de se proteger é conhecendo a empresa e o mercado que ela atua, se tem apresentado bons resultados e se as perspectivas são saudáveis, pois são aplicações que não contam com a cobertura do FGC, portanto é um pouco mais arriscado. Verificar em qual grau de risco as agências classificaram a empresa também ajuda. Além das debêntures, há também outros tipos, como CRI e CRA, que se enquadram nessa categoria.


- Ações: não há esse risco, pois quando você investe em ações, você não está emprestando dinheiro para uma instituição, você está se tornando proprietário, mesmo que minoritário, de uma empresa, você é dono de uma parte dela, literalmente (investir em ações há outros tipos de riscos).


- Fundos de investimentos: apesar de estarem disponíveis como mais uma opção de investimentos, na verdade você não empresta dinheiro para os fundos, você compra cotas do fundo tornando-se dono de uma pequena fração do patrimônio dele. Assim, uma gestora especializada reúne todo esse dinheiro que vem de muitas pessoas e investe nas aplicações que citei acima, portanto os riscos serão dos investimentos que o gestor do fundo fizer. Como os fundos juntam muito dinheiro e estão constituídos juridicamente como um investidor especial, eles conseguem acessar todos os tipos de aplicações que existem e diversificar bastante, portanto caso alguma instituição na qual o fundo investiu dê calote, o impacto é bastante minimizado. Além disso, os regulamentos dos fundos especificam qual o grau de risco dos ativos que ele pode investir e, normalmente, são ativos com risco avaliado como baixo.


Conhecendo os riscos que você corre em cada tipo de aplicação, é possível montar uma carteira de investimentos segura e que ainda assim mantenha uma ótima rentabilidade.


Esse texto faz parte da série #Riscos.

Veja mais nos outros posts:

#Riscos: investir pelo banco ou por uma corretora



Mauro Amado

Cofundador da Vital


#Vital #financas

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